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Postado em 09/03/2017 17:20:41

Igreja visível, reflexo da invisível!

Igreja visível, reflexo da invisível!

As muitas nuances que têm surgido no cristianismo tornaram necessário que se apontassem as marcas da verdadeira igreja, especialmente nos séculos XVI e XVII. Estas marcas se referem sempre à igreja visível.

Entre os teólogos da Reforma, houve divergências quanto ao numero de marcas. Alguns admitiam apenas uma: a pregação da doutrina pura do evangelho (Beza, Amesius, Maresius, etc.). Outros admitiam duas marcas: a pregação da Palavra e a administração correta dos sacramentos (Calvino, Bullinger, Junias, Gomanus, etc.). E outros admitiam três: acrescentavam às duas citadas ao exercício fiel da disciplina. A confissão de Fé Westminster adotou esta última posição, acrescentando, porém, que em suma, todas elas se combinam porque são baseadas na pureza da Palavra de Deus. Conforme Atos dos apóstolos elencaremos três características que também podemos chamar de marcas que representam um padrão bíblico.

1 - O Ensino Apostólico - “E perseveravam na doutrina dos apóstolos”. (At 2.42). A Igreja primitiva possuía uma doutrina emanada dos apóstolos, os quais exerciam um papel pedagógico. “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;” (Ef 2.20). Paulo usa a palavra “apóstolos” para demonstrar aquele grupo pequeno e especial que Jesus escolheu, chamou e autorizou a ensinar em seu nome, e que foram testemunhas oculares da sua ressurreição. “A Igreja, portanto, fica em pé ou cai, conforme sua dependência leal às verdades fundamentais que Deus revelou aos seus apóstolos e profetas, e que agora são preservadas nas Escrituras do Novo Testamento”. (J. Stot).

2 - A Pregação do Evangelho - O primeiro sermão pregado após o Pentecostes, pelo apostolo Pedro, enfocava a pessoa de Cristo (At 2. 14-36), um sermão dividido em quatro etapas.  a) Dois acontecimentos (a morte e a ressurreição de Cristo); b) Duas testemunhas (os profetas e os apóstolos); c) Duas promessas (o perdão de pecados e o dom do Espirito Santo); d) Duas condições (o arrependimento e a fé, com batismo). Não temos a liberdade de modificar esta marca, mas o dever de sermos fiéis, apresentando-a de forma que alcance as pessoas de nossos dias. “A loucura do evangelho da cruz” deve continuar sendo ministrada, assim como as condições de arrependimento e fé, como imprescindíveis à participação na Igreja.

3 - A vida Comunitária da Igreja – Conforme Atos 2 a fé cristã era algo extraordinário. Havia uma preocupação com os relacionamentos dentro da Igreja. Submissão aos apóstolos (lideres), perseverança na comunhão, amor mutuo, ajuda aos necessitados, adoração a Deus no templo e em casa e evangelismo continuo. Todas estas atitudes eram contraparte de uma comunhão cheia do Espirito Santo. A vida comunitária de uma igreja requer
submissão, empatia, louvor e compromisso como deveres de cada um. Não existe Igreja perfeita. E como diria um amigo e professor, Pr. Welington Douglas (In memorian), “Se você encontrar uma Igreja perfeita, não vá pra ela, pois você poderá destruí-la”. Uma Igreja pode ser pouco atraente no cenário eclesiástico nacional ou na comunidade local. Às vezes, não encontramos nela nenhuma semelhança de Cristo. Entretanto, devemos resistir à tentação de nos desiludirmos com a Igreja visível. Lembre-se do proposito eterno que Deus tem para com sua Igreja (Ef 5. 26-27). A verdadeira igreja visível tem marcas da Igreja invisível. Pondere com temor e tremor, sobretudo, orientado pelo Espirito Santo para que você possa distinguir a verdadeira igreja visível e lutar por sua manutenção.


Rev. Macedo Júnior

Rev. Macedo Júnior

Pastor, Professor, Graduado em Teologia, Mestre em Teologia, Graduado Haggai Internacional em Liderança Avançada, Escritor, Músico, Compositor, Diretor Administrativo e Académico do Instituto Hebrom, 1º Secretário CEMADEPI


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